Raimundo Nonato dos Santos Fonseca foi capturado pela Polícia Civil nesta sexta-feira (5) no bairro Recanto dos Buritis, em Rio Branco.

Sete presos seguem foragidos.

Raimundo Nonato dos Santos Fonseca foi capturado pela Polícia Civil nesta sexta-feira (5) em Rio Branco Arquivo/Iapen-AC Mais um dos detentos foragidos do Complexo Prisional Francisco D’Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco, foi capturado pela Polícia Civil.

Raimundo Nonato dos Santos Fonseca, de 32 anos, foi localizado no Beco do Primícias, bairro Recanto dos Buritis, região do Segundo Distrito de Rio Branco. Fonseca foi um dos 26 presos que fugiram da unidade no último dia 20 de fevereiro.

Além dele, outros 19 já haviam sido capturados após a fuga em massa e levados de volta para a penitenciária.

Sete detentos seguem foragidos. A Polícia Civil informou que Fonseca faz parte de um grupo criminoso e vinha sendo monitorado por agentes da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) por suspeita de ordenar e participar de execuções na capital acreana. Ele é suspeito do homicídio de Antônio Garcia da Silva, de 52 anos, no último dia 4 de março, no Beco Zé Carlos, no bairro Recanto dos Buritis.

A vítima foi achada morta dentro de casa com ao menos dois tiros no peito.

O coordenador da DHPP, delegado Cristiano Bastos, disse que Fonseca confessou ter matado Silva.

Ainda segundo a polícia, na delegacia, o homem disse que matou a vítima porque achava que ela tinha denunciado seu paradeiro.

“Ele fugiu no início do ano junto com outras pessoas e a, partir daí, nós iniciamos uma apuração de homicídio que ele teria cometido na região do Recanto dos Buritis.

Então, na data de hoje, nossos investigadores conseguiram localizar, realizaram a prisão dele e durante o interrogatório, tendo em vista as provas, ele confessou o crime.

Há suspeita sim que ele tenha participado de outros crimes, tendo em vista ser integrante de organização criminosa”, disse o delegado.

Vídeo da fuga em massa de presídio em Rio Branco Fuga em massa Os detentos fugiram do pavilhão L, onde cumpriam pena em regime fechado.

A fuga ocorreu após um fim de semana violento com sete execuções na capital.

Um vídeo mostra o momento exato em que os 26 presos escalaram o muro e deixaram a unidade. Para escapar do presídio, eles fizeram um buraco na parede da cela e improvisaram cordas com lençóis.

Os presos são da facção criminosa denominada Bonde dos 13, aliada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que atua em vários estados brasileiros. O Ministério Público do Acre (MP-AC) instaurou um procedimento administrativo para investigar as fugas no FOC.

O promotor Tales Tranin acompanha as investigações das polícias Civil, Militar e do Iapen-AC para saber se houve facilitação de algum servidor público nas fugas.

Em reportagem do último dia 21 de abril, o MP-AC afirmou que as investigações seguem, mas de forma lenta devido à pandemia do novo coronavírus, que reduziu o número de servidores e atendimentos.

Um relatório na época mostrou que houve falha na comunicação e no sistema de monitoramento. O G1 teve acesso a um levantamento da sentença dos 26 presos que fugiram do FOC.

Somadas, as penas dos detentos ultrapassam mil anos.

Entre os crimes praticados estão: roubo, furto, homicídio, corrupção de menores, latrocínio, tráfico de drogas, tentativa de homicídio, entre outros. Presos que seguem foragidos: Saymon Wallace Fonseca do Nascimento Valber de Aguiar Moarais Dheyci Angelo de Lima E Lima Ariclene Firmino da Silva José Valdenes Viana da Silva Francisco dos Santos Braga Ezimar Menezes Teixeira